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10.3.12

BARBIERI NO ABBEY ROAD STUDIO

No dia 16 de fevereiro de 2012, à convite de Marco Antonio Mallagoli, o responsável pelo famoso fã-clube Revolution, um dos mais famosos fã-clubes especializados em Beatles da América do Sul, gravei ao piano uma música no Abbey Road Studios.

Esta fantástica experiência aconteceu no mesmo estúdio onde os Beatles gravaram a maior parte dos seus álbuns, o Studio II.  A música que gravei, chamada simplesmente Improviso IV, na verdade foi parte um improviso no qual acrescentei entre um tema mais ou menos oriental que compus e desenvolvi durante a preparação para este grande dia. A maior parte do tempo em que estudava e compunha, encontrei dificuldades para achar um conceito ou ideia que unisse o projeto como um todo. Foi só lá pela última semana que o quebra-cabeças começou tomar forma e eu descobri um caminho à seguir.

Sempre fui interessado pela música tradicional japonesa e também pela música árabe. Entretanto um lado de mim é muito rock. Para mim, por exemplo, o Heavy Metal sempre será "opera do rock". Outra coisa que percebi logo quando comecei fazer música é que minha música sempre teve um elemento associado com o visual, como se fosse um tipo de trilha sonora. Tirando a questão técnica de lado, que obviamente reconheço tenho muito que aperfeiçoar, existe uma certa intensidade emocional no meu trabalho que reflete bem a minha natureza nervosa.

Nesta peça musical que aqui vocês poderão ouvir, vi minha música como um Tsunami, esbarrando nas teclas, descontrolado, deslizando e levando tudo pelo caminho. Foi como se as forças da natureza tivessem empurrado meus dedos contra as teclas do piano. Ter tocado e gravado no Abbey Road Studios foi um experiência física e visceral. Tive que lutar e esforçar-me para manter meu controle. Foi a primeira vez que toquei em público e, na presença de técnicos de som ultra profissionais e amigos que, sabiam mais música do que eu. Portanto, considerando-se os prós e os contras, fiquei feliz com o resultado final. Na verdade, é assim mesmo que tem que ser, primeiro temos que ficar felizes com nós mesmo :-)

Desde o começo, senti que esta música pedia que eu lhe desse um nome que fosse associado ao Japão. A sincronicidade, confirmou tudo pois, quando liguei a TV, fiquei sabendo que o aniversário deste fatídico Tsunami que assolou o Japão, o ano passado, estava bem próximo. Foi então que percebi que minha música teria uma função...

Gostaria de lembrar que, durante esta trajédia que custou tantas vidas, o povo japones deu uma aula de civismo, humanidade e decência para o mundo. Quero que saibam que meu coração está com eles neste momento tão difícil em que relembraram a perda dos seus entes queridos.

Leia esta matéria no meu site aqui: http://www.celsobarbieri.co.uk/index.php?option=com_content&view=article&id=408:barbieri-grava-no-abbey-studios-e-faz-homenagem-as-vitimas-do-tsuname-do-japao&catid=68:barbieri-music&Itemid=119



Antonio Celso Barbieri
Barbieri - Memórias do Rock Brasileiro
http://www.celsobarbieri.co.uk
Rock Hard, Rock Heavy, Rock Brazil!

4.10.11

FORÇA BARBIERI!!!!

Barbieri será operado nesta sexta-feira dia 7 de outubro 2011!

Caros Amigos,

A vida é cheia de surpresas. Algumas boas outras bem más. Como resultado de uma infecção tive que fazer um ultra-som do estômago. Infelizmente, o mesmo revelou um aneurisma abdominal da veia aorta. Um aneurisma acontece quando a veia dilata como se fosse uma bexiga. O rompimento desta veia pode causar a morte na maioria dos casos. No meu caso o aneurisma está com um diâmetro de 4.8 cm.

Como se um mal só, não fosse bastante, uma subseqüente tomografia revelou, mais abaixo quando a veia aorta bifurca-se para levar o sangue para as pernas, outros dois aneurismas.

Na veia aorta depois desta bifurcação começam as veias ilíacas (direita e esquerda). A veia ilíaca direita tem um aneurisma com diâmetro de 3.7 centímetros e a veia esquerda tem um menor de 2 cm. A dilatação da veia ilíaca direita é a mais séria pois, 3 cm é o limite máximo tolerável para uma veia desta largura.

Inicialmente foi cogitado uma cirurgia menos invasora, menos traumática e com menos chance de mortalidade chamada EVAR (Endovascular Abdominal Aneurysm Repair) ou seja, Reparo de Aneurisma Abdominal Endovascular que consistiria na introdução de um tubinho (cateter) através de uma incisão na virilha que, subiria por dentro da artéria até a sua parte problemática e quando estivesse no ponto certo seria inflado para formar uma camada interna, uma segunda veia dentro da veia e, assim protegê-la contra ruptura.

Já tinha até adaptado-me à esta idéia quando novos exames de ressonância magnética revelaram que tanto as paredes da veia aorta como as das veias ilíacas já sofreram infiltração das primeiras camadas do tecido que, ficaram esponjosos e por isso, incapazes de segurar os tubos, as veias substitutas que seriam inseridas, nos seus devidos lugares.

Aos médicos, a única solução restante será fazendo de uma cirurgia aberta, um tipo de cesariana, onde tanto a parte abdominal da veia aorta como as correspondentes veias ilíacas direita e esquerda, formando um "Y" invertido, terão que ser substituídas por uma prótese. Infelizmente, este procedimento aumenta a taxa de mortalidade, tem maior possibilidade de infecção hospitalar além de, poder gerar uma série de complicações pós operatórias que nem quero comentar aqui. Fora isto, já sei, de antemão, que terei que ficar hospitalizado mais tempo e o restabelecimento será mais dolorido e demorado.

Meu internamento aqui em Londres acontecerá nesta sexta-feira no Royal London Hospital e a operação, se tudo ocorrer como programado, ocorrerá no dia seguinte, dia 7 de outubro.

Portanto, desde já agradeço toda energia positiva que me for enviada! Vou precisar!

Um grande abraço à todos!

É isso aí! Rock'n'roll!!!



Antonio Celso Barbieri
Barbieri - Memórias do Rock Brasileiro
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